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Nesta quinta (14) YULLE ocupa Teatro Municipal com tributo cênico-musical a Tom Jobim

14/05@7:00 pm - 8:30 pm
Livre

Nesta quinta (14) YULLE ocupa Teatro Municipal com tributo cênico-musical a Tom Jobim
Espetáculo gratuito une três gerações no palco e apresenta arranjos inéditos que mesclam o jazz tradicional à delicadeza camerística da canção brasileira

Nesta quinta-feira, 14 de maio, às 19h, o Teatro Municipal de São José dos Campos abre as portas para uma experiência que vai além de um show musical: YULLE – Tributo a Antonio Carlos Jobim propõe uma imersão sensorial na obra do compositor, estruturada como um documentário vivo que entrelaça música, histórias de bastidores e uma cenografia que transporta o público para a intimidade dos processos criativos da bossa nova. O evento conta com classificação livre e não há necessidade de ingressos. A sessão também contará com intérprete em Libras.
O espetáculo é conduzido por um quarteto que representa o encontro de três gerações: Julia Skinovsky (voz e violão), responsável pela direção musical do projeto; Wannie Ramos (saxofone) e Liliana Bertolini (piano e flauta), que assinam os arranjos; e o músico Sylvio Band (washboard e narração). “Aos 85 anos, Sylvio atua como o fio condutor da memória, trazendo relatos de quem conviveu com o próprio Jobim e seus parceiros, transformando o palco em uma extensão de uma sala de estar de época”, sintetiza Júlia.

A Desconstrução da Canção
O repertório do YULLE afasta-se de reproduções fiéis para investigar a essência das composições. Em uma proposta minimalista e poética, o grupo apresenta escolhas artísticas corajosas: canções icônicas como Wave ganham interpretações exclusivamente instrumentais, defendendo a força melódica da composição. Já clássicos como Chega de Saudade e Garota de Ipanema são subvertidos — a primeira, dando ao saxofone o protagonismo melódico; a segunda, ganhando o contorno rítmico do washboard, elemento do jazz tradicional que oferece uma textura inédita à bossa nova.
A sonoridade do espetáculo transita entre o drama lírico de Modinha e a leveza mântrica de Águas de Março, mantendo sempre o foco na transparência dos timbres e na escuta sensível. “A pesquisa do YULLE não busca o contemporâneo ou o uso da tecnologia, mas revela uma tecnologia ancestral: a forma como as gerações interagem e contribuem entre si no palco para dar voz à canção”, ressaltam.

Horizontalidade e Território
Com uma equipe majoritariamente feminina e acima de 60 anos, o projeto valoriza a diversidade de trajetórias e consolida sua circulação após passar por espaços descentralizados de São José dos Campos e São Francisco Xavier. A direção musical de Julia Skinovsky, somada à expertise técnica e acadêmica de Wannie Ramos e Liliana Bertolini, cria um diálogo orgânico onde a palavra e o som têm o mesmo peso.
O espetáculo, realizado com o apoio do Fundo Municipal de Cultura da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, conta com acessibilidade em Libras e entrada gratuita e, como contrapartida social, promoverá, em 7 de junho, em São Francisco Xavier, a oficina de prática musical inclusiva “Nossos Ritmos e Ciclos de Tempos”, voltada a PCDs, neurodivergentes e idosos.
“Estamos reafirmando o compromisso de democratizar o acesso a uma produção cultural de alta densidade artística e histórica e propondo também uma vivência sensorial e coletiva da música, ampliando o alcance para além do palco”, contribui Wannie Ramos.

O Grupo
Com mais de uma década dedicada à música, Julia Skinovsky constrói uma trajetória marcada pela autonomia e pela sensibilidade artística. Sua formação transita entre a graduação em Letras — base de sua pesquisa poética e literária —, os cursos de Canto Popular e Ritmos do Mundo pela EMESP Tom Jobim e a formação em Produção Musical pelo Conservatório de Tatuí. Já circulou por palcos como unidades do SESC, teatros e festivais pelo País, e foi reconhecida por um júri composto por nomes como Arrigo Barnabé e Paulo Braga como Melhor Cantora Intérprete no Concurso Interno de Canto Popular da EMESP. Como compositora e intérprete, articula criação autoral e estudo da canção brasileira, tendo a palavra como eixo de sua construção musical.
Essa dimensão autoral e investigativa dialoga diretamente com a presença de Wannie Ramos, multi-instrumentista e compositora baiana, formada em Saxofone pelo Projeto Guri. Também estudou Saxofone Erudito no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí. Em 2019 foi uma das seis selecionadas no estado de São Paulo para um voluntariado em Moçambique pelo programa NOREC – Norwegian Agency for Exchange Cooperation, onde lecionou música para crianças em vulnerabilidade social. Estudou Arranjos na EMESP Tom Jobim (2023). Em sua itinerância pelo Brasil, Argentina, Uruguai, Portugal, Noruega e Moçambique incorporou em sua linguagem musical experiências com música e arte de rua, assimilando diversas manifestações culturais em seu repertório de referência. Em 2023 lançou dois singles autorais: “SP” e “Moçambique” pelo “Lugar Delas”, projeto idealizado pela cena feminina do Vale do Paraíba, onde explora o diálogo experimental entre camadas instrumentais e elementos sonoros que evocam lugares por onde passou. Sua atuação incorpora camadas sensoriais e narrativas ao espetáculo, aproximando a performance de uma experiência expandida, onde som, presença e linguagem se entrelaçam.
Junto ao duo, Liliana Bertolini soma uma trajetória que articula formação acadêmica e atuação territorial. Mestre em Educação Musical pela UNESP, com formação em piano e especialização em flauta transversal, desenvolve trabalhos que transitam entre a música instrumental e a educação. Radicada em São Francisco Xavier, atua no Núcleo Educatho com formação musical e integra projetos como o Grupo AUM, que gravou quatro álbuns e um DVD. Com o Duo da Mata interpreta Ritmos Brasileiros em arranjos instrumentais autorais, e realiza uma pesquisa voltada à música regional do Vale do Paraíba. Sua presença no YULLE amplia o diálogo entre repertório, arranjo e escuta sensível, conectando o projeto ao território onde ele se insere.
A participação de Sylvio Band, músico com mais de seis décadas dedicadas ao washboard no jazz tradicional, acrescenta uma camada histórica ao espetáculo. Engenheiro e matemático formado pela USP, com passagem pela Escola de Arte Dramática, é fundador da Traditional Jazz Band e carrega uma trajetória que conecta diferentes gerações da música e experiências pessoais ao lado do próprio Tom e personas como Chico Buarque, tensionando tradição e reinvenção dentro do próprio palco.

Serviço
YULLE – Tributo a Antonio Carlos Jobim
Data: 14 de maio de 2026
Horário: 19h
Local: Teatro Municipal de São José dos Campos
Shopping Centro, R. Rubião Júnior, 84 – Centro, São José dos Campos
Entrada: Gratuita, mediante ordem de chegada.
Classificação: Livre
Acessibilidade: Intérprete de Libras e comunicação acessível

Informações para Imprensa
Talita Melo | [email protected] | (12) 99180-6219

Detalhes

Organizador

  • yulle

Local

  • teatro municipal
  • Rua Rubião Júnior, 84
    São José dos Campos, SP Brazil
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